sábado, 27 de dezembro de 2014

REFAZENDO.

(dia 28/12)

E o dia nasceu sorrindo
Com os  raios do sol  se construindo
Diante disso
Vou me reinventar e aprender
Reavaliar e aquiescer
Reatar e permanecer
Refazer-me.

Reaver e ouvir
Recomeçar
Reaproximar
Acolher
Redefinir
Renascer

e viver.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Se confunde.




                         (Este belo quadro foi pintado pela artista santista ARIANE GOMES)


Se confunde com força
essa feminilidade constante
se confunde com raiva
esse muito gostar delirante.

Se confunde com ódio
esse amor perfeito
se confunde com espinho
essa suavidade no peito.

Se confunde com brutalidade
essa meiguice veemente
se confunde com peso
essa leveza frequente.

Se confunde com medonho
se confunde com dor
o que chamo de sonho
o que chamam de amor.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

... E NUNCA MAIS IR EMBORA.

                                                                               ( o ultimo verso é de autoria de renato russo)



E a dor...
Se fosse por essa dor no peito
já teria ido embora para nunca mais voltar
a chama queima  o corpo
num cometa luzente
á velocidade da luz.

A FELICIDADE...
Se a felicidade percebesse
que estou aqui
talvez viria me abraçar
talvez iria embora
para nunca mais
pensar em voltar.

E O CORPO...
O corpo esta cansado
de ter que ser assim
a alma quer sair
para procurar outro corpo.

E O ROSTO...
O rosto novamente molhado
não é de chuva
nem de orvalho
o rosto insiste em
permanecer molhado.

OUÇO...
e de tanto ouvi
o choro dentro de mim
perdi a audição da alma
a mesma quase se afogou
com as lagrimas que faltou.

E AS FLORES...
há poucas flores no jardim
poucos animais nas florestas
faltam cravos, crisântemos, rosas
e margaridas para brincar
de bem -me -quer
mal -me- quer.

UM POETA..
quando for um poeta
vou ficar mais comigo
mas.. agora acho
que quero ir embora
para nunca mais  voltar.

E  POR FIM ... A RAZÃO
Quando achar o chão
o principio da razão
quando puder morar
na casa azul da sanidade.

vou sorrir com os lábios
íntimos do espirito
e sentir um prazer imensurável
em poder me conhecer
e nunca mais ter que ir embora.

"Vai ver que não é nada disso...
vai ver que já não sei quem sou...
vai ver que nunca fui o mesmo !"


sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

O VIOLINO E O SOM QUE O ARCO DESPERTA.



Ouvi um som agudo como um pássaro calmo
um som quase cortante como um punhal
lépido, rápido como um beija-flor
um som angelical ,quase milagroso.


Cordas que gemem ao ser tocadas
tocadas com arco 
como se fosse um escultor 
transformando a madeira em arte 
usando  habilidosamente as ferramentes corretas.

Um pincel em contato com a tela
transforma as cores em notas
O arco fazendo caricia numa corda
produz sementes de sonhos, 
produz preces de agradecimento
 produz uma saudade 
de um lugar que ainda não foi visto
por nossos olhos sem bemóis.

Tocar a corda com  o arco 
é fazer o tempo mordaz        
parar de ser  fugaz 
num espaço que se desfaz.

Não há mais pesadelo 
em torno da corda e do arco. .
não há poema, nem poeta.
só o som que o arco desperta.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

POR UM PORTO SEGURO



Por ser um pôr do sol.
por ser da vida
por ser flor
por ser água
por ser um grupo
por ser um bom fruto
por ter um belo futuro
por ser um porto
um porto seguro.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

homenagem a July Eugênio ( Este texto foi feito quando a july tinha 4 anos )



( Este texto foi feito quando a july tinha 4 anos + ou -)

Havia muita água  estava escuro e ela vivia bem se alimentava e sentia tudo o que se passava.
Ela queria luz mas ainda estava cedo precisava esperar e esperou num cantinho quente sem frio ,queria a luz ansiava  a luz .era preciso esperar .ela queria sorrir queria chorar, queria sentir o toque de seus pais ela queria muito a luz.
Passaram-se ,5,6,7,8 meses , e agora ela não quer mais a escuridão, já esta pronta para viver no nosso mundo , e no meio de toda aquela escuridão ela pede  por luz e Deus lhe concede à luz  e sua mãe lhe dá a LUZ.
E nasceu a july.
Era domingo, um dia aconchegante de meia luz ,numa bela manhã com um singelo frescor na face do dia.
Quando nasceu estava cercada por anjos , rodeada por arcanjos, um choro sutil que se confundil com sorriso . ela viu a luz ,e chamou para perto de si.
Um dia sem sol  mas sua luz iluminava a todos naquele quarto como um farol a guiar o navio.
Ao chegar em casa  o seu irmão Jeff  deduziu que ela estava com fome ,ele resolveu levar meia dúzia de banana para ela comer , mas ela não trocou o peito pela banana, preferiu sabiamente mamar.
E mamou  mamou durante 1 ano e 6 meses. Garfou , como quem queria mamar mais ainda. Cresceu  como uma flor na primavera cresceu como um sorriso puro e verdadeiro impregnado em seu belo rosto.
Aprendeu a escrever, a ler a desenhar, desenhava roupas e personagens,desenhava como se passeia-se na lagoa da saudade ou nos jardins da praia.com uma caneta colorida desenhava os caminhos que quer trilhar.um caminho já preparado por Deus e onde ela continua desenhando com a caneta da vida.
Engatilhou falou chorou, sorriu ,viu, sentiu e ouviu ,ouviu os sons das vozes os sons das musica, os hinos, os instrumentos, ouviu o som da bateria, ouviu o som do cello e do violino. Ouviu a palavra de Deus e quando é preciso sabe ouvir o silencia
Onde Deus fala.

Brilhe july não deixe que coloquem limites pra você não se coloque como coitada, você é amada você é abençoada, viva a vida linda que Deus te deu.
Não aceite os falsos, fuja dos inimigos, fique com a palavra de Deus gravada em sua alma, lute sempre pela vida seja feliz, brilhe!
Não se apague como a vela que alguém assopra.mas com o sopro do criador sua chama se acenda ainda mais. E leve luz aonde ainda haja escuridão.
Você nasceu para brilhar , então siga seu caminho e brilhe.ilumine como um farol. Tenha muitos amigos e seja feliz!!!!!!

quinta-feira, 24 de julho de 2014

loucura II



Quem é louco?
- quem marcha

Quem é doido
--o soldado

Quem é insano
- quem não marcha direito

Quem é sóbrio
- quem botou fogo no quartel

Quem é humano
- quem deu o sinal

Quem é lucido?
- quem tem cabeça de papel

Quem quer saber?
acuda! acuda !acuda a  insanidade nacional.

Loucura I







Pura sanidade num corpo são

sobriedade sobre o paixão

lucidez é lançada sobre a escuridão

e a luz se fez loucura então.

Louca visita



A loucura vem visitar como parente em fim de semana
vem  como um casal que só quer passar umas horas
no lazer do seu quintal.

Instala -se em sua sala, deixa a mala
sobe no teto como lagartixa
desce ao chão e pergunta.

_ louco eu?

a loucura se estabelece e escorrega pelo chão
descendo as escadas
desce o morro
caminha na praça
e passeia na praia
próximo ao jardim.

a loucura vai colher flores
na areia do mar, enterra amores
colher frutas na horta
onde todo demente
 fecha  porta.




sábado, 3 de maio de 2014

O som do cello II

    

 
Dando voz a tudo que belo
assim é o som do cello
como se abrisse um portal um elo
assim é o som do cello.

concebido com carinho,
feito com esméro
assim é o som do cello
percorre vales invade o castelo
assim é o som do cello.

asas dos anjos quando voam
um som divino que anelo
é o som imaculado do violoncelo.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Dor e arte.



A dor quando é motivo de arte
dói no espirito , no âmago da alma
dói leve como um amor que parte
plantando tristeza e colhendo trauma.

Arte sentida na pele
é quando os poros expele
a dor que vive na alma
num instante de calma.

Dor e arte são irmãs
vivem juntas na sutileza do artista
com a dor o poeta pinta as cãs
da felicidade, num sonho antagonista

terça-feira, 15 de abril de 2014

sábado, 5 de abril de 2014

Livrai-me do mal.



"Não nos deixes cair em tentação, mas livrai-nos do mal"

livrai-me das setas que vem a noite
livrai-me da escuridão sem fim
livrai-me das serpente que se arrasta pelos cantos
livrai-me dos ratos que morram em casas vazias
livrai-me das balas perdidas
livrai-me da noite sombria
livrai-me das bebidas viciantes do botequim
livrai-me de mim.

livrai-me da linha com cerol
livrai-me do motorista alcoolizado
livrai-me dos relâmpagos
que pingam como chuva
livrai-me do amigo ruim
livrai-me de mim.

livrai-me da tragédia oculta
livrai-me da doença silenciosa
livrai-me da língua venenosa
livrai-me do espinho do jardim
livrai-me do mal...
livrai-me de mim.

sábado, 29 de março de 2014

Só sei que vivi.




Cheguei de manhã
entrei pela porta
passei pela horta
peguei uma maçã.

Adentrei na sala
sentei na cadeira
bati na madeira
chupei uma bala.

Sai com afã
passei pela porta
andei pela horta 
mordi a maçã.

Flores e orvalhos



Não se pode ver
todas as flores
e há flores
que cheiram a morte.

Os orvalhos regam o jardim
para que o morte não brote.

A vida também tem
cheiro de flor
há uma flor em forma de buque
para quem sonha.

Não há morte
onde existe flor
mas os orvalhos maduros
tem gosto de dor.



Raso e Profundo



Tão profundo quanto raso
tão cumprido quanto curto
colorido em vários tons 
de branco e preto.

Tão doce quanto o sal
tão salgado quanto a cana
vive na pele delicada da poesia 
na boca úmida de quem ama.

quarta-feira, 12 de março de 2014

O corpo que me leva



Ele é a casa que me abriga
nele sou o que sou
tenho forma e jeito
nele descanso como um cisne no lago
nele tenho  imagem
sou habitante, um residente
que não some
que releva
ele é o corpo
o corpo que me leva.

o corpo quer ir ao mar e afundar
ver  corais e peixes a nadar
esquecer do ódio e a falta de amor
o corpo quer tentar viver sem dor

parar de lacrimejar
ir num lugar que confio
haverá o verbo amar
banhando toda extensão do rio.

se perder a guerra para a alma
ele  felicita.
o corpo morrendo,
um dia ressuscita.

quem ganha desperdiça
o corpo se eleva
caminho para a justiça
 nesse corpo que me leva.


sábado, 8 de março de 2014

Ouvir caymmi




Cai-me bem o sol
cai-me bem a lua
cai-me bem o amar
cai-me bem
ouvir  caymmi
cantando o mar.

cai-me bem a jangada
cai-me bem ver estrelas
cai-me bem ler poesia sublime
palavras que me anime
não necessita que se rime
cai-me bem ouvir caymmi.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Catedral.



Templos de silencio gritante
santos esculpidos,pintados,imaginados
uma santidade quase constante
santos quietos... calados.

Visão fascinante
de paredes cinzas santificadas
um cheiro inebriante
de virgens petrificadas.

O silencio é um manto dourado
de um santo de pau.
um dia vou ser canonizado
e viver feliz numa catedral

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Ali eu canto.




Canto com o corpo e a alma
até o fim eu canto
onde não há som e o sol nunca aparece
ali eu canto
onde a escuridão é sólida
e seu cheiro é forte.


Canto com alegria,
como se nascesse
o Jeff a July ou o Jonny
canto como se chegasse
no céu de manhã cedo.

Canto com dor
como se fosse um escravo
sem liberdade procurando
no canto
a chave que abre o cadeado
de ferro das correntes sangrentas.

Canto com  amor.
amor que brota  da alma
e para no peito

Canto como se beijasse minha amada
forte decidido e absoluto
canto com tudo que me domina
com os sete buracos da minha cabeça
com a força da pele negra
que entra em ebulição
com a agonia de minh'alma
que se transforma em canção.

assim eu canto!

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Calor ensurdecedor



Um calor segante 
que faz aqui no manicômio
uma calor de gelo
vou dormir com cobertor
para o calor não me pegar.

chega a dar arrepios
nos olhos
um calor ensurdecedor
que faz aqui no manicômio
se continuar assim 
acho que vou ficar suado,
 e louco...talvez um pouco.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Todas as vezes.



Todas as vezes que morri
senti no corpo ferido
de soldado abatido
uma dor fria
como num livro que li.

Todas as vezes que morri
estava só, como uma ilha
no centro de um matilha
procurando assustado por ti.

Todas as vezes que vivi
pensei que fosse um sonho
mas a realidade
é um pesadelo medonho.

Todas as vezes que nasci
deixei minha alma no seu colo
deixei minhas lagrimas molhar seu ventre
como a chuva que se derrama aos pés do solo.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

justiça ,igualdade e arte.



Quem disse que não posso sonhar com a justiça
com o fim da fome
quem disse que o menino de rua
não tem nome
e sempre serão assassinadas
numa candelária escura
em qualquer praça da cidade.

Quem disse que a realidade será sempre triste e nublada como
a nublação que cobre o céu antes da tempestade.

A realidade sera flor
será um canto de liberdade
um hino de amor
será vento suave trazendo justiça e igualdade
quem disse que não posso transformar
as latas enferrujadas
em rosas,orquídeas ,begônias e cravos.

posso fazer dos becos escuros
ruas com pastilhas
iluminadas com estrelas
posso ver mansões nos subúrbios
nas beiras dos canais
ver casas pintadas de rosas 
de azuis celestiais.

quem disse que não posso tentar
e viver um sonho que pode se realizar
quero poesia
quero musica verdade e arte
quero jardins espalhados pela cidades
risos colorindo os bairros.
ruas perderem a fome de gente
quero humor com sabedoria
quero risos infantis,risos idosos.

e ver o fim de tudo que é morte
quero vida,igualdade,justiça e sorte

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

humanidade


Deter a desigualdade
criar a alegria,
a felicidade
criar um lugar 
uma cidade
desprovida de violência
de toda maldade.

valorizar a humanidade
onde habita o amor
a pluralidade
e todos andem juntos
na solidariedade.

terra para todos
no sentido da igualdade
trabalho para que
todos tenhamos dignidade.

E vivamos de forma completa
na sociedade
sem medo do futuro
da globalidade
pois não somos números somos 
humanidade.

domingo, 26 de janeiro de 2014

sábado, 18 de janeiro de 2014

homem não chora



Homem que é homem não chora
Jamais chora e se o coração chorar
não permita que suas
lagrimas ensanguentadas
venham a germinar da boca pra fora, pois
homem não se sensibiliza,
Homem não chora.

Ao ler um poema sua pele
manifesta-se em arrepios
com versos suaves  e certeiros
Que perfuram a emoção bem no centro.
Os olhos umedecem como se quisessem
jorrar para fora em forma de lagrima
A sua masculinidade impregnada.
E agora.

Homem não se sensibiliza
Homem não chora.

- o maior poeta do mundo chorou.
- talvez numa hora de fraqueza.

-os gênios choram
-talvez num momento de delírio

-as mulheres choram
-choram porque são fracas, sempre foram.

-o céu chora
-agora é você que esta delirando.

-as flores choram
-talvez porque nunca chegaram a ser uma arvore

- mas as arvores choram.
-se choram é porque são fracas.

Mas eu choro e choro forte como um leão
intenso como a força da minha masculinidade .

Choro com lagrimas cristalinas
prateando minha barba por fazer
Choro porque sou gente,
sou poeta, sou num louco delirante.

Tolo não se emociona
idiota não chora.



quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Dai-me cidadania




Dai-me  sol
uma flor de girassol
dai-me mel
para combater esse fel
dai-me filosofia
para entender essa agonia
dai-me uma canção
para plantar no coração
dai-me  voz
e desatei esses nós
dai-me um grito
e despertai o mito
dai-me poesia 
e ressuscitai
a cidadania !

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

parte de mim



Parte de mim quer voar no vento
outra parte é só lamento
parte de mim quer viver num deserto
outra parte não sabe o que é certo.

parte de mim quer dormir e sonhar
outra parte nunca vai acordar
parte de mim quer terminar
outra parte um novo começar.

 parte de mim é tão profunda
outra parte se afunda
parte de mim prazeriza
outra parte agoniza.

 parte de mim num casulo dourado
outra parte num sepulcro caiado
 parte de mim adoça como mel 
outra parte amarga como fel

 parte de mim se eterniza
outra parte se amortiza
parte de mim sente dó
da outra parte que vive só.

o poema que me pariu.



Poetizo por necessidade
por falta de paixão
uma eterna saudade
mora no coração.

 poetizo com dor de parto
essa dor só o poeta sentiu
qualquer dia destes enfarto
e volto ao poema que me pariu.

sábado, 4 de janeiro de 2014

ela


                                                                                  pintura de: Mou Lu


O desvendar dos tesouros ocultos
um sorriso florescente nas tristezas escuras
aureola brilhante num inferno cinza.

Ela inovações de beleza nos lugares silenciosos
uma fala vazia, de lagrima  e risos
sempre ausente no tato da mão.

Ela a vida de um poema sem vida
a musica que silencia
o barulho que tira o sono
o som gostosa da chuva
que gota a gota esgota.

Ela o segredo que se desvenda
no mais intimo momento de mim.
aparência de ausências
um paraíso feito carne
a incompletude do meu nada.

(contem citações de Olivério Girondo)